terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

"Diante de um torre alta, me vejo  perdido no vazio do tempo, olhando as paredes venho me deparar na solidão, tentando achar um luz de inspiração venho buscar em meu ser, na minha imaginação, ouço  pássaros cantam longe, me esforço com minha imaginação, para ver um jardim ou uma rosa, para sentir sua essência, porém de nada acontece ou vem á minha mente, só o vazio pertence na imensidão do tempo. Tal dia me vejo calado, sem animo para nada, nem para ao menos papejar, porém deitado no vazio, sinto uma leve brisa á tocar meu rosto sujo, num simples tocar, sinto algo bom, minha essência fica curiosa para saber o que é tal brisa, logo em seguida meu ser, se renova por um sentimento de curiosidade, em tanto tempo esquecido no frio dos meus pensamento, meu raciocínio volta ao normal, vou á procura de tal brisa perdida nas paredes da solidão, vejo um buraco minúsculo á parede, mal da para se ver á entrada do sol brilhantes, é como um buraco de uma agulha, mais tal brisa me descobriu, diante de tal parede, logo após procurei no meu bolso algo que pudesse reabrir o buraco para saber o que iria encontrar, no lado direito do bolso não havia nada, além de areia, no outro tão pouco, fiquei angustiante, triste e solitário de novo, comecei a roer as unhas, quase fiquei sem unhas naquela imensidão de solidão, quando me deparei havia vários pedaços de unha ao meu redor, é o sentimento de descobrimento surgiu, imaginei que um pedaço de minha essência poderia ser capaz de abrir a porta de minha esperança, então separei o maior e o mais forte pedaço e tentei reabri o buraco de minha curiosidade e esperança de uma nova inspiração na luz, então comecei á empurrar a unha no buraco, e quanto mais tentava reabrir, notava á luz entrar, por menos que seja o buraco, continuei tentando, logo notei que o pedaço já havia sido desgastado por tanto esforço que fiz, o buraco aumentou de tamanho duas vezes, porém não dava ainda pra ver claramente á luz  e acabei voltando para á solidão, triste e sozinho, sem saber o que fazer, deitei e comecei á imaginar o quanto seria belo o jardim lá fora,  acabei adormecendo no sono profundo com fome de inspiração e desejo de algo á me fazer voltar para á luz, no sono, eu via o buraco aberto, não muito grande, porém cabia um olho para enxergar á luz lá fora e o lindo jardim florido e o horizonte, foi algo tão bonito de se ver que minha essência não parava, e logo acordei, sem saber o que fazer, notei que minhas unhas haviam crescido de novo, em tão pouco tempo, porém acho que adormeci por mais dias, tentei tirar o maior pedaço e o mais resistente para tentar de novo, consegui tirar um pedaço grande, tal pedaço era igual á o começo de uma pluma, notei que era resistente, então continuei em minha busca pela inspiração, me abaixei e continuei á reabri o buraco, em minhas tentativas em movimentos circulares, notei que o pedaço era resistente, e notei que o buraco ficava maior, pois tinha uma camada de areia e essa camada, havia caído do outro lado do furo, pois um pedaço estava solto e continuei, logo em seguida notei que já havia conseguido abrir um buraco maior, onde á luz já entrava e sentia á brisa de leve, porém o pedaço já havia desgastado, havia ainda trabalho á fazer para conseguir reabrir mais, para conseguir ver é atingir meu objetivo, então me deitei no chão do lado do buraco e adormeci com á pequena brisa, ao longo do sono profundo, escutei longe dali o canto de um pássaro, tal canto era lírico, porém estava muito longe, o som mal dava pra escutar, era como assobio do vento longe, e infelizmente o som acalmou e sumiu, acordei e tentei ver pelo buraco, porém não dava pra se ver nada,  apenas á luz entrando. Sobrou dois dedos com unhas grande, porém não podia fazer mais nada,  pois as partes soltas de terra já havia tirado, olhei para o canto da parede e havia notado uma pequena pedra redonda, que não tinha utilidade nenhuma, pensei comigo mesmo e tentei fazer algo para ocupar á menti, até surgir algo, tirei  o cadarço do sapato amarrei á pedra e a outra ponta passei pelo buraco, e deixei lá, ficava brincando com a pedra deitado, dando peteleco nela, e de repente notei um puxão na pedra, e ela bateu no buraco, no susto , pulei, sem saber o que havia acontecido, e á pedra parou! observei e nada aconteceu, passei horas e nada, assustado e confuso, me acalmei, deitei e tentei de novo, dei dois petelecos e aconteceu de novo, á pedra  havia batido no buraco de novo, e sem saber ao certo, continuei a dar peteleco para saber o que realmente estava acontecendo, á cada dois petelecos um puxão existia, ao todo tinha dado dez petelecos e cinco  puxões havia ocorrido, quando olhei, o buraco estava sendo reaberto na espessura da pedra que era do tamanho do meu dedão, então continuei, quando me deparou havia visto que a pedra já havia passado da metade do buraco e persisti até conseguir chegar ao fim da luz, quando finalmente aconteceu o ultimo puxão, é a luz entrou e senti á brisa, quando me deito correndo para ver o que era realmente aquilo que estava puxando o cadarço e deixado a luz entrar dentro de mim, vi e não acreditei, tinha sido um pássaro que tinha me libertado, no seu bico pendurado, observava o cadarço amarado com á pedra,  ele tinha cores marcantes, suas asas eram vermelhas como as rosas e o restante azul cintilante como o azul do céu. Sem acreditar, continuei  á observar e refletir como tal pássaro pode ter me ajudar. O pássaro viu o cadarço de couro, e a cada peteleco dado, ele pensava que era uma minhoca, e assim, o pássaro tentava se alimentar de uma minhoca imaginária e eu me libertar de uma prisão temporária de meus pensamentos. Logo assim, pude enxergar pelo buraco o quanto á luz pode ser magnifica, o quando o jardim verde me faz falta, e me acalma, o quando o som de tal pássaro lírico me faz refletir e imaginar o quanto é bom ser livre e voar, em plenos sentimentos puros estou á mergulhar, na imensidão da alma, no turbilhão do tempo venho á me libertar de uma prisão que poucos poderiam se libertar, com determinação, perseverança, fé, inspiração e o principal o coração, que nunca parou de bater e sonhar que um dia tal luz tocaria de novo minha inspiração, que agora em diante sempre ira sonhar, voar e amar. Nunca desista de algo, nunca é uma palavra que não existem, poucos conhecem á mágica para quebrar esse encanto." 
By Alexandre Fragoso

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